A carta aberta ao Google AMP
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No começo de janeiro / 2018 foi lançado uma carta aberta ao Google Amp. Esta carta aberta aborda alguns pontos interessantes do Google Amp que e abaixo eu destaco os principais pontos:

A comunidade AMP vs Google Amp

É fato que o AMP trás diversos benefícios para o seu website em relação ao índice do Google em dispositivos móveis e isso acaba gerando algumas críticas por parte de quem não gosta de falta de neutralidade em relação aos que não querem usar AMP no seu conteúdo.

O ponto principal da carta é que o Google está reforçando sua dominação da web como um todo, inclusive no modo como distribuímos nosso conteúdo.

Segue uma tradução livre da carta aberta disponível em ampletter.org.

Ouça o Podcast

Tradução da Carta ao Google AMP

Uma Carta sobre Google AMP

Nós somos uma comunidade de indivíduos que tem um grande interesse no desenvolvimento e na saúde da web e estamos profundamente preocupados com as Accelerated Mobile Pages (AMP), um projeto do Google pre pretende melhorar a experiência do usuário na WEB.

Na verdade a AMP mantém os usuários no domínio do Google e desvia o tráfego de outros sites para Google. Em uma escala de bilhões de usuários, isso tem o efeito de reforçar ainda mais o domínio do Google na Web.

Reconhecemos o problema das páginas da Web serem lentas para carregar em relação às tecnologias alternativas e proprietárias, como Facebook Instant Articles e Apple News. Os editores (especialmente nos meios de comunicação) já enfrentaram escolhas difíceis e incentivos pobres, levando a decisões e compromissos ruins e, finalmente, terríveis experiências de usuários.

Os motores de busca estão em uma posição poderosa para exercer influência para resolver esse problema. No entanto, o Google escolheu criar uma posição privilegiada na parte superior de seus resultados de pesquisa (para artigos) e um ícone de “relâmpago” (para todos os tipos de conteúdo), que só são acessíveis para editores que usam uma tecnologia controlada pelo Google, servida pelo Google a partir de sua infraestrutura, em um URL do Google e colocado dentro de uma experiência de usuário controlada pelo Google. (fonte)

O formato AMP em si não é um problema, mas dois aspectos de sua implementação reforçam a posição do Google como uma plataforma padrão para o conteúdo, já que o Google busca impulsionar a incorporação de AMP com criadores de conteúdo:

  • O conteúdo que “opta” por utilizar a AMP e a hospedagem associada ao domínio do Google é concedido a promoção na pesquisa orgânica, incluindo (para artigos de notícias) uma posição acima de todos os outros resultados.
  • Quando um usuário navega do Google para um conteúdo que o Google recomendou, eles ficam inconscientemente dentro do ecossistema do Google.
 Se o objetivo do Google com a AMP é realmente melhorar a experiência do usuário na Web, sugerimos algumas mudanças simples que fariam isso, permitindo ainda que a Web permaneça dinâmica, competitiva e orientada para o consumidor:
  • Em vez de conceder colocação privilegiada nos resultados de pesquisa apenas para a AMP, forneça as mesmas vantagens a todas as páginas que atendam a um critério de desempenho objetivo e neutro, como o Índice de Velocidade. Os editores podem usar qualquer solução técnica de sua escolha.
  • Não exiba conteúdo de terceiros em uma página do Google, a menos que seja claro para o usuário que eles estão olhando para um produto do Google. É perfeitamente aceitável que o Google lance um “leitor de notícias”, mas não é aceitável exibir uma página que contenha apenas branding de terceiros no que é realmente um URL do Google, nem exigir que terceiros usem a hospedagem do Google para aparecem nos resultados da pesquisa.
Nós não queremos parar o desenvolvimento da AMP da Google, e essas mudanças não exigem isso. Também aplaudimos os motores de busca que dão preferência ao ranking das páginas de carregamento rápido. A AMP pode continuar sendo uma das mais diversas tecnologias que oferecem aos editores opções de alta qualidade para fornecer páginas da Web rapidamente e fazer com que os usuários sejam felizes.
 
No entanto, as editoras não devem ser compelidas pelo domínio de busca do Google para colocar seu conteúdo sob um guarda-chuva do Google. A Web não é o Google, e não deve ser apenas o Google.

No mínimo polêmico mas é bem justo. Se você concorda com a carta pode enviar sua assinatura como um pull-request para o repositório oficial da carta no github 😉

A carta aberta ao Google AMP

Um abraço e até mais!

Luiz Eduardo Fonseca

Pai, filho, marido, curioso, preguiçoso, adorador de livros, apple, seriados estranhos, etc .. muito ocupado, atrapalhado, empreendedor e programador com alguma vida social.

Este post tem um comentário

  1. Iria perguntar no grupo do Mautic mas ficou bem claro, vou implementar o AMP para ver, então Mautic nem pensar?

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